Instalação

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Install Funtoo Linux

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Introdução

Esta documentação foi escrita para ajudá-lo a instalar Funtoo Linux em um sistema PC-compatível, mantendo opções que distraiam a configuração do sistema ao mínimo.

Se você já teve experiência prévia instalando Gentoo Linux então vários passos vão ser familiares, mas você ainda deverá ler, pois há pequenas diferenças. Se você é novo em instalar um Linux baseado em Gentoo, ou novo no Linux em geral -- bem vindo! Nós somos atentos para fazer essas instruções compreensíveisa novos usuários também.

Note

Se você está instalando Funtoo Linux na Arquitetura ARM, por favor veja Instalação do Funtoo Linux no ARM para as diferenças do suporte ao ARM.

Visão Geral da Instalação

Essa é uma básica visão do processo de instalação do Funtoo:

  1. Realize o Download e inicie o live CD da sua escolha.
  2. Prepare seu disco.
  3. Criar e montar sistema de arquivos.
  4. Instale o Funtoo stage tarball da sua escolha.
  5. Chroot no seu novo sistema.
  6. Faça o Download da Portage tree.
  7. Configure seu sistema e sua rede.
  8. Instalar um kernel.
  9. Instalar um bootloader.
  10. Completar passos finais.
  11. Reinicie e divirta-se!

Live CD

Para instalar o Funtoo Linux, você irá precisar primeiro iniciar seu computador usando um Live CD ou USB stick baseado em Linux. Nós recomendamos o System Rescue CD, já que este contém várias ferramentas e utilidades e suporta ambos sistemas 32-bit e 64-bit. Ele consegue ser gravado em um CD/DVD ou instalado em um USB stick. Faça o Download aqui:

Important

NO VIDEO: System Rescue CD may not initialize video properly when booting from UEFI (See FL-2030.) In this case, at the System Rescue CD GRUB menu, press e to edit the menu entry and add a GRUB boot line that reads insmod all_video and then boot. This bug has been reported upstream to System Rescue CD developers.

Note

If using an older version of System Rescue CD, be sure to select the rescue64 kernel at the boot menu if you are installing a 64-bit system. By default, System Rescue CD used to boot in 32-bit mode though the latest version attempts to automatically detect 64-bit processors.

Acesso à Rede

Uma vez iniciado o System Rescue CD, veja se você tem acesso à Internet. O acesso à Internet é preciso para instalar o Funtoo Linux:

# ping www.google.com
PING www.google.com (216.58.217.36) 56(84) bytes of data.
64 bytes from den03s10-in-f4.1e100.net (216.58.217.36): icmp_seq=1 ttl=57 time=30.1 ms

Se o ping funcionar (se você vê mensagens de 64 bytes como acima) então sua rede está configurada. Aperte Control-C para parar o ping.

Se você necessita configurar uma conexão WiFi para acesso à Internet, então isso precisa ser feito usando o ambiente gráfico do System Rescue CD. Rode startx para iniciar uma sessão em modo gráfico:

# startx
caption

Então, use o NetworkManager (ícone no canto inferior direito na barra de tarefas) para conectar à uma rede WiFi da sua escolha. Depois, abra um terminal dentro do seu ambiente gráfico, e você deve ser capaz de usar o terminal para cumprir os restos dos passos.

Instalação Remota

Alternativamente, você pode logar no System Rescue CD pela rede via SSH para realizar a instalação de outro computador, e esta pode ser a forma mais conveniente para instalar o Funtoo Linux.

Se você gostaria de completar a instalação remotamente, aqui está como. Primeiro, você precisará ter certeza que o System Rescue CD está com uma conexão à rede funcionando. Então, você precisará criar uma senha root para o System Rescue CD:

# passwd
New password: ********
Retype new password: ********
passwd: password updated successfully

Uma vez que você digitou uma senha, você irá precisar determinar um endereço IP do System Rescue CD, e então você pode usar ssh para conectar-se à ele. Para determinar o endereço IP que está sendo usado atualmente pelo System Rescue CD, digite ifconfig:

# ifconfig

Uma das interfaces deve ter um endereço IP (listado como inet addr:) da sua LAN. Você pode se conectar remotamente, a partir de outro sistema na sua LAN, para o System Rescue CD, e executar as etapas a partir do conforto de um sistema operacional existente. No sistema remoto, digite o seguinte, substituindo 1.2.3.4 com o endereço IP do System Rescue CD. Conectando a partir de um sistema Linux ou MacOS existente seria algo parecido com isto:

(remote system) $ ssh root@1.2.3.4
Password: **********
Note
Se você gostaria de se conectar remotamente a partir de um sistema Microsoft Windows existente, você precisará baixar um cliente SSH para Windows, tais como PuTTY.

Depois de ter logado via SSH, agora você está conectado remotamente no System Rescue CD e pode executar as etapas de instalação.

Preparar Disco Rígido

Nesta seção, vamos aprender sobre as diferentes maneiras que Funtoo Linux pode iniciar a partir de um disco rígido. Por "boot", queremos dizer o processo pelo qual o Linux começa depois que você pressionar o botão de energia no seu desktop, laptop ou servidor. Você pode pensar de "inicialização" como um processo que se inicia com o firmware do computador (software built-in) em execução e, em seguida, "encontrar" o kernel do Linux e executá-lo. O kernel do Linux então, assume, identifica todo o seu hardware, e começa.

Background

Note
Se você é um novato absoluto para o Linux, você pode ser menos confuso se você pular para a próxima seção, Which to Use? 

Uma das interfaces deve ter um endereço IP (listado como inet addr:) da sua LAN. Você pode se conectar remotamente, a partir de outro sistema na sua LAN, para o System Rescue CD, e executar as etapas a partir do conforto de um sistema operacional existente. No sistema remoto, digite o seguinte, substituindo 1.2.3.4 com o endereço IP do System Rescue CD. Conectando a partir de um sistema Linux ou MacOS existente seria algo parecido com isto:

Note
Se você gostaria de se conectar remotamente a partir de um sistema Microsoft Windows existente, você precisará baixar um cliente SSH para Windows, tais como PuTTY.

Depois de ter logado via SSH, agora você está conectado remotamente no System Rescue CD e pode executar as etapas de instalação. Preparar Disco Rígido Nesta seção, vamos aprender sobre as diferentes maneiras que Funtoo Linux pode iniciar a partir de um disco rígido. Por "boot", queremos dizer o processo pelo qual o Linux começa depois que você pressionar o botão de energia no seu desktop, laptop ou servidor. Você pode pensar de "inicialização" como um processo que se inicia com o firmware do computador (software built-in) em execução e, em seguida, "encontrar" o kernel do Linux e executá-lo. O kernel do Linux em seguida, assume, identifica todo o seu hardware, e começa. Background

Note
Se você é um novato absoluto para o Linux, você pode ser menos confuso se você pular para a próxima seção, Qual Usar? 

Em outros tempos, havia apenas uma maneira de inicializar um computador PC-compatível. Todos os nossos desktops e servidores tinham firmware padrão chamado "PC BIOS" todos os nossos discos rígidos usados Master Boot Registros no início do disco, onde o PC BIOS irá "olhar" para encontrar o código de boot loader que por sua vez carga Linux , e os nossos discos rígidos foram divididas em diferentes regiões, usando o esquema padrão de partição MBR. Isso foi apenas como ele foi feito. E nós gostamos desse jeito!

Em seguida, vieram EFI e UEFI, que são um novo estilo de firmware concebido para inicializar sistemas, juntamente com tabelas de partições GPT para definir partições do disco em discos maiores do que 2.2TB. De repente, tivemos uma variedade de opções para instalar e inicializar sistemas Linux, transformando o que era uma vez um método de abordagem único em algo muito mais complexo.

Vamos aguardar um momento para rever as opções disponíveis para você para configurar um disco rígido para iniciar o Funtoo Linux. Este Guia de Instalação usa e recomenda, o método da velha-guarda de inicialização do BIOS e usando a MBR. Ele funciona e (exceto para casos raros) é universalmente suportado. Não há nada de errado com ele. Se o disco do sistema é de 2 TB ou menor em tamanho, não vai impedi-lo de usar toda a capacidade do seu disco, também.

Mas, existem algumas situações onde o método da velha-guarda não é o ideal. Se você tem um disco de sistema >2TB de tamanho, então as partições MBR não permitirão que você tenha acesso a todo seu armazenamento. Esta é uma das razões. Outra razão é que existem alguns sistemas chamados "PC" que não suportam mais a inicialização de BIOS, e força você a usar a inicialização por UEFI. Então, por consideração com as pessoas que se enquadram nesta situação, este Manual de Instalação irá documentar também a inicialização UEFI.

Nossa recomendação é seguir os passos da velha-guarda, a menos que você tenha alguma razão para não fazê-lo. O carregador de inicialização que iremos usar para carregar o kernel do Linux neste guia se chama GRUB, por isso, chamaremos este método de "BIOS + GRUB (MBR)". É um método tradicional de criação de um sistema compatível com PC para iniciar o Linux.

Se você precisar do UEFI para iniciar, nós recomendamos não usar a MBR para a inicialização, como alguns sistemas tem suporte, mas outros não. Por outro lado, nós recomendamos usar UEFI para carregar o GRUB, que por sua vez irá carregar o Linux. Nós nos referimos a este método como "UEFI + GRUB (GPT)".

E sim, existem mais métodos, alguns estão documentados na página Boot Methods. Nós recomendamos o uso do método "BIOS + GRUB (GPT)" mas não é consistentemente suportado por toda variedade de hardware.

Qual Usar?

A grande questão é -- qual método de inicialização devo usar? Aqui você verá.

Princípio 1 - Old School
Se você conseguiu confiavelmente realizar o boot no System Rescue CD e ele mostra um menu inicial azul claro, você fez boot usando a BIOS, e é provável que você possa portanto realizar o boot no Funtoo Linux usando a BIOS. Então, siga a forma old-school e use o boot por BIOS, "a não ser" que você tenha alguma razão para usar UEFI, como por exemplo, ter um disco de sistema com mais de 2.2TB. Nesse caso, veja o Princípio 2, pois o seu sistema pode também suportar boot UEFI.
Princípio 2 - New School
Se você consegue bootar o System Rescue CD e aparecer um menu inicial preto e branco -- parabéns, seu sistema está configurado para suportar o boot por UEFI. Isto significa que você está pronto para instalar o Funtoo Linux e iniciá-lo via UEFI. Seu sistema pode ainda suportar o boot pela BIOS, mas apenas estar tentando o UEFI primeiro. Você pode verificar isso na BIOS e assim, poder prosseguir.
Note
Usuários Avançados Podem se Perguntar: Qual é a Grande Diferença entre Old School e New School?: É o seguinte. Se você fizer particionamento old-school MBR, sua partição /boot vai ser um sistema de arquivos ext2, e você vai usar fdisk para criar suas partições MBR. Se você seguir o particionamento new-school GPT e boot por UEFI, sua partição /boot vai ter o sistema de arquivos vfat, pois isto é o que o UEFI consegue ler, e você vai usar gdisk para criar suas partições GPT. E você vai instalar o GRUB de uma forma um pouco diferente. São basicamente essas as diferenças, caso você estivesse curioso

Para instalar o Funtoo Linux e iniciá-lo via UEFI, você deve bootar o System Rescue CD usando UEFI. Se você deu boot no sysresccd via UEFI com sucesso, verá uma tela inicial em preto e branco para escolher o modo pelo qual você irá bootar o System Rescue CD. Porém, se você ver uma tela azul com texto preto, UEFI não estará ativo e você não poderá configurar o boot por UEFI mais tarde no processo de instalação!

Note

Algumas placas-mãe podem aparentar suportar UEFI, mas não suportam de fato. Pesquise a respeito. Por exemplo, a Award BIOS em uma Gigabyte GA-990FXA-UD7 rev 1.1 possui uma opção para ativar o boot de CD/DVD via UEFI. Isto não é suficiente para ativar o boot de HD's via UEFI e, por consequência, instalar o Funtoo Linux. UEFI deve ser suportado para ambas as mídias removíveis (para que seja possível dar boot no System Rescue CD usando UEFI) bem como mídias fixas (para que seja possível dar boot na sua instalação do Funtoo Linux). Versões mais recentes desta placa (rev 3.0) possuem uma nova BIOS que suporta completamente o boot via UEFI. Isso atenta para um terceiro princípio -- conheça seu hardware.

Método antigo (BIOS/MBR)

Note

Use este método se você está dando boot usando sua BIOS, e se seu System Rescue CD exibiu uma tela de boot azul clara. Se você vai usar o método novo, clique aqui para pular para a seção UEFI/GPT.

Primeiramente, é uma boa idéia certificar-se de que você encontrou o HD correto para particionamento. Tente este comando e verifique se /dev/sda é o disco que você deseja particionar:

# fdisk -l /dev/sda

Disk /dev/sda: 640.1 GB, 640135028736 bytes, 1250263728 sectors
Units = sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disk label type: gpt

#         Start          End    Size  Type            Name
 1         2048   1250263694  596.2G  Linux filesyste Linux filesystem

Agora, é recomendado que você apague qualquer tabela de partição MBR ou GPT existente no disco, as quais podem confundir a BIOS durante o boot. Faremos isso usando sgdisk:

Warning

Isso tornará quaisquer partições inacessíveis! Você está sendo fortemente avisado e alertado para fazer um backup de todos os seus dados importantes antes de prosseguir.

# sgdisk --zap-all /dev/sda

Creating new GPT entries.
GPT data structures destroyed! You may now partition the disk using fdisk or
other utilities.

Não se preocupe com esta saída, já que o comando obteve sucesso:

***************************************************************
Found invalid GPT and valid MBR; converting MBR to GPT format
in memory. 
***************************************************************

Agora usaremos fdisk para criar a tabela de partição MBR e as partições:

# fdisk /dev/sda

Dentro de fdisk, siga estes passos:

Empty the partition table:

Command (m for help): o ↵

Create Partition 1 (boot):

Command (m for help): n ↵
Partition type (default p): 
Partition number (1-4, default 1): 
First sector: 
Last sector: +128M ↵

Create Partition 2 (swap):

Command (m for help): n ↵
Partition type (default p): 
Partition number (2-4, default 2): 
First sector: 
Last sector: +2G ↵
Command (m for help): t ↵ 
Partition number (1,2, default 2): 
Hex code (type L to list all codes): 82 ↵

Create the root partition:

Command (m for help): n ↵
Partition type (default p): 
Partition number (3,4, default 3): 
First sector: 
Last sector: 

Verify the partition table:

Command (m for help): p

Disk /dev/sda: 298.1 GiB, 320072933376 bytes, 625142448 sectors
Units: sectors of 1 * 512 = 512 bytes
Sector size (logical/physical): 512 bytes / 512 bytes
I/O size (minimum/optimal): 512 bytes / 512 bytes
Disklabel type: dos
Disk identifier: 0x82abc9a6

Device    Boot     Start       End    Blocks  Id System
/dev/sda1           2048    264191    131072  83 Linux
/dev/sda2         264192   4458495   2097152  82 Linux swap / Solaris
/dev/sda3        4458496 625142447 310341976  83 Linux

Write the parition table to disk:

Command (m for help): w

Sua nova tabela de partição MBR agora será gravada no disco.

Note

O particionamento foi concluído! Agora, pule para a seção Criando sistemas de arquivos.

Método novo (UEFI/GPT)

Note

Use este método se você deseja dar boot usando UEFI, e se seu System Rescue CD caiu em uma tela preta e branca. Se esta mesma tela for azul clara, este método não irá funcionar.

Os comandos do gdisk para criar uma tabela de partição GPT são como os seguintes. Adapte os tamanhos conforme necessário, embora os valores padrão funcionem para a maioria dos usuários. Rode o comando gdisk:

# gdisk /dev/sda

Dentro de gdisk, siga estes passos:

Create a new empty partition table (This will erase all data on the disk when saved):

Command: o ↵
This option deletes all partitions and creates a new protective MBR.
Proceed? (Y/N): y ↵

Create Partition 1 (boot):

Command: n ↵
Partition Number: 1 ↵
First sector: 
Last sector: +500M ↵
Hex Code: EF00 ↵

Create Partition 2 (swap):

Command: n ↵
Partition Number: 2 ↵
First sector: 
Last sector: +4G ↵
Hex Code: 8200 ↵

Create Partition 3 (root):

Command: n ↵
Partition Number: 3 ↵
First sector: 
Last sector:  (for rest of disk)
Hex Code: 

Agora, digite "p" e em seguida Enter para visualizar sua tabela de partição atual. Se você cometer algum erro, digite "d" para deletar uma partição existente que você criou. Quando estiver pronto, tecle "w" para gravar sua configuração no disco:

Write Partition Table To Disk:

Command: w ↵
Do you want to proceed? (Y/N): Y ↵

A tabela de partição será agora gravada no disco e gdisk se encerrará.

Agora, suas partições GPT/GUID foram criadas, e aparecerão como os seguintes block devices em Linux:

  • /dev/sda1, que será usada como o diretório /boot,
  • /dev/sda2, que será usada como o partição swap, e
  • /dev/sda3, que será a raiz de seu sistema.
Tip

Você pode verificar se os block devices acima foram criados corretamente rodando o comando lsblk.

Criando sistemas de arquivos

Note

Esta seção aborda tanto a instalação em BIOS quanto em UEFI. Não pule os passos seguintes!

Antes que suas partições recém criadas possam ser utilizadas, os block devices criados no passo anterior precisam ser inicializados com o sistema de arquivos metadata. Este processo é conhecido como criando um sistema de arquivos nos block devices. Após os sistemas de arquivos serem criados nos block devices, eles podem ser montados e usados no armazenamento de arquivos.

Não complicaremos esta parte. Você está usando partições em MBR? Se sim, criaremos um sistema de arquivos ext2 em /dev/sda1:

# mkfs.ext2 /dev/sda1

Se você está usando partições GPT para UEFI, crie um sistema de arquivos vfat em /dev/sda1, pois é isto que UEFI é capaz de ler:

# mkfs.vfat -F 32 /dev/sda1

Agora, criaremos uma partição swap. Está partição servirá como área de troca (memória virtual) em disco.

Você não irá criar um sistema de arquivos na sua partição swap, já que ela não é usada para armazenamento de arquivos. Mas é necessário inicializá-la usando o comando mkswap. Então rodaremos o comando swapon para tornar a partição recém iniciada ativa ainda no ambiente do live CD, caso a mesma seja necessária durante o resto do processo de instalação:

# mkswap /dev/sda2
# swapon /dev/sda2

Agora, criaremos o sistema de arquivos raiz. É onde sua instalação do Funtoo Linux viverá. Geralmente recomendamos sistemas de arquivos em ext4 ou XFS. Se você estiver em dúvida, escolha ext4. Eis o comando para criar um sistema de arquivos raiz em ext4:

# mkfs.ext4 /dev/sda3

...e aqui para criar o mesmo sistema raiz em XFS, se preferir no lugar do ext4:

# mkfs.xfs /dev/sda3

Seus sistemas de arquivos foram todos inicializados, sendo assim eles podem agora ser montados (anexados à sua hierarquia de pastas existente) e usados para armazenar arquivos. Estamos prontos para começar a instalação do Funtoo Linux.

Warning

Ao fazer um deploy em um servidor OpenVZ, use exclusivamente ext4. A equipe de desenvolvimento da Parallels realiza testes extensivamente com ext4, e versões modernas de openvz-rhel6-stable não são compatíveis com XFS, e você pode ter problemas de erro do kernel.

Montando sistemas de arquivos

Monte as partições recém criadas como a seguir, criando /mnt/funtoo como ponto de montagem da instalação:

# mkdir /mnt/funtoo
# mount /dev/sda3 /mnt/funtoo
# mkdir /mnt/funtoo/boot
# mount /dev/sda1 /mnt/funtoo/boot

Opcionalmente, se você tem uma partição separada para /home ou algo assim:

# mkdir /mnt/funtoo/home
# mount /dev/sda4 /mnt/funtoo/home

Se você tem /tmp ou /var/tmp em uma partição separada, certifique-se de alterar as permissões do ponto de montagem para que seja gravável globalmente após a montagem, dessa maneira:

# chmod 1777 /mnt/funtoo/tmp

Definindo a Data

Important

Se sua data e hora de sistema estiverem muito desatualizadas (em alguns meses ou anos), isso pode impedir o Portage de baixar os pacotes de código fonte. Isso porque alguns de nossos fontes são baixados via HTTPS, o qual usa certificados SSL, e são marcados com uma data de ativação e expiração. Porém, se seu horário de sistema estiver relativamente próximo do correto, você pode pular este passo.

Agora é uma boa hora para verificar se a data e hora do sistema estão corretamente definidas para UTC. Use o comando date para checar a data e a hora:

# date
Fri Jul 15 19:47:18 UTC 2011

Se a data e/ou hora precisam ser corrigidas, use date MMDDhhmmYYYY, tendo em mente que hhmm está no formato de 24 horas. O exemplo abaixo altera a data e hora para "July 16th, 2011 @ 8:00PM" UTC:

# date 071620002011
Fri Jul 16 20:00:00 UTC 2011

Definida a data e hora do sistema, é uma boa idéia copiar o horário para o relógio do hardware, assim ele persiste após reiniciar o computador:

# hwclock --systohc

Instalando Stage 3

Now that filesystems are created and your hardware and system clock are set, the next step is downloading the initial Stage 3 tarball. The Stage 3 is a pre-compiled system used as a starting point to install Funtoo Linux.

Para baixar a compilação correta do Funtoo Linux para seu sistema, veja a página Subarches. Subarches são compilações do Funtoo Linux projetadas para rodar em uma arquitetura de CPU específica, a fim de oferecer a melhor performance possível. Elas também tiram vantagem conjunto de instruções disponíveis para cada arquitetura de CPU.

The Subarches page lists all CPU-optimized versions of Funtoo Linux. Find the one that is appropriate for the type of CPU that your system has, and then click on its name in the first column (such as corei7, for example.) You will then go to a page dedicated to that subarch, and the available stage3's available for download will be listed. If you are using a virtualization technology to run Funtoo Linux, and your VM may migrate to different types of hardware, then it's recommended that you use a stage3 that is optimized for the oldest CPU instruction set that your VM will run on, or a generic image if it may run on both AMD and Intel processors.

Para a maioria das subarquiteturas, você terá alguns arquivos de stage3 disponíveis para escolha. Esta próxima seção irá te ajudar a entender qual escolher.

Qual Compilação?

Se você não estiver certo do que fazer, escolha funtoo-current.

Funtoo Linux tem diferentes 'compilações':

CompilaçãoDescrição
funtoo-currentComumente a compilação do Funtoo Linux mais escolhida. Recebe atualizações rápidas e é a preferida pelos usuários de desktop.
funtoo-stableEnfatiza atualizações menos frequentes e versões de pacotes mais confiáveis e seguras do que mais atuais.

Qual Variante?

Se você não estiver certo do que fazer, escolha standard.

Nossos arquivos de stage3 "regulares" são listados com uma variante do standard. As seguintes compilações variantes estão disponíveis:

VarianteDescrição
standardA versão padrão do Funtoo Linux
pure64Uma compilação de 64-bit com suporte a multilib (compatibilidade com 32-bit) removido. Ideal para servidores.
hardenedInclui um conjunto de ferramentas PIE/SSP para segurança aprimorada. PIE requer o uso de PaX no kernel, enquanto SSP funciona com qualquer kernel, e provê segurança aprimorada no espaço de usuário para evitar exploração de falhas em pilha. Para usuários avançados.

Download do Stage3

Agora que você encontrou o stage3 desejado, use wget para baixar o arquivo de Stage 3 escolhido. Ele deve ser salvo em /mnt/funtoo como a seguir:

# cd /mnt/funtoo
# wget http://build.funtoo.org/funtoo-current/x86-64bit/generic_64/stage3-latest.tar.xz

Note que sistemas 64-bit podem rodar stages 32-bit ou 64-bit, mas sistemas 32-bit rodam apenas stages 32-bit. Certifique-se de selecionar o Stage 3 apropriado para seu processador. Se você não estiver certo do que fazer, é mais seguro escolher o stage generic_64 ou generic_32. Consulte a página Subarches para mais informações.

Com o stage baixado, extraia o seu conteúdo com o seguinte comando, substituindo pelo nome de seu stage3:

# tar xpf stage3-latest.tar.xz
Important

É muito importante usar a opção "p" no comando tar ao extrair o arquivo de Stage 3 - ele diz ao tar para preservar quaisquer permissões e domínios que existam dentro do arquivo. sem esta opção, as permissões na partição do seu Funtoo Linux estarão incorretas.

Chroot no Funtoo

Para instalar o Funtoo Linux, o comando chroot é o primeiro a ser usado. Este comando irá "entrar" na instalação nova do Funtoo Linux, sendo assim os comandos que você executar após rodar "chroot" irão rodar dentro da instalação recém extraída do Funtoo Linux.

Antes de executar o chroot, há algumas coisas que devem ser feitas para configurar o ambiente de chroot. Você deve montar /proc, /sys and /dev dentro do seu novo sistema. Use os seguintes comandos para isso:

# cd /mnt/funtoo
# mount -t proc none proc
# mount --rbind /sys sys
# mount --rbind /dev dev

É recomendado copiar o arquivo resolv.conf para que haja a correta resolução de hostnames de dentro do chroot:

# cp /etc/resolv.conf /mnt/funtoo/etc/

Agora você pode entrar no seu novo sistema usando o chroot. Use env antes de chroot para garantir que nenhuma configuração de ambiente da mídia de instalação foi colocada no seu novo sistema:

# env -i HOME=/root TERM=$TERM chroot . bash -l
Note

Para os usuários de live CDs de 64-bit instalando sistema de 32-bit: Alguns programas podem usar uname -r para verificar se o sistema é 32 or 64-bit. Você pode querer adicionar linux32 ao comando chroot como alternativa, mas geralmente isso não é necessário.

Important

Se você receber o erro "chroot: failed to run command `/bin/bash': Exec format error", é muito provável que você esteja rodando um kernel 32-bit e tentando executar código de 64-bit. Certifique-se que você selecionou o tipo de kernel adequado ao dar boot no SystemRescueCD.

Também é uma boa idéia mudar o prompt de comando padrão enquanto estiver dentro do chroot. Isso evitará confusão se você trocar de terminal. Use este comando:

# export PS1="(chroot) $PS1"

Teste a resolução de nome de domínio de dentro do chroot:

# ping -c 5 google.com

Se não há retorno de pacotes no 'ping', certifique-se que /etc/resolv.conf não contém algo como endereços 127.0.x.x, caso sim, mude a entrada contendo 127.0.x.x para 8.8.8.8 -- o DNS público do Google. Certifique-se de trocar isso por seu DNS de escolha uma vez que o sistema esteja instalado. Parabéns! Agora você está dentro da instalação do Funtoo Linux. Agora é hora de deixar seu Funtoo Linux devidamente configurado, a fim de que o mesmo inicie com sucesso, sem nenhuma assistência manual, quando seu sistema for reiniciado.

Baixando a árvore do Portage

Note

Para um método alternativo, veja Installing Portage From Snapshot.

Agora iremos instalar uma cópia do repositório do Portage, o qual contém scripts de pacote (ebuilds) que dizem ao portage como compilar e instalar milhares de diferentes programas. Para criar o repositório do Portage, execute emerge --sync de dentro do chroot. Isto irá clonar automaticamente a árvore do portage do GitHub:

(chroot) # emerge --sync
Important

Se você receber um erro na primeira vez que rodar emerge --sync devido a restrições do protocolo do git, defina a variável SYNC em /etc/portage/make.conf para "https://github.com/funtoo/ports-2012.git"

Configuring your system

Como é esperado para uma distribuição Linux, Funtoo Linux tem seu conjunto de arquivos de configuração. O único arquivo que você deve obrigatoriamente editar para garantir que o Funtoo Linux inicie com sucesso é /etc/fstab. Os demais são opcionais.

Usando Nano

O editor padrão incluso no ambiente de chroot é chamado nano. Para editar um dos arquivos abaixo, rode o nano como a seguir:

(chroot) # nano /etc/fstab

Enquanto estiver no editor, você pode usar as setas do teclado para mover o cursor, e teclas comuns como backspace and delete funcionarão como esperado. Para salvar o arquivo, pressioe Ctrl-X, e responda y quando perguntado para salvar as modificações.

Arquivos de Configuração

Here are a full list of files that you may want to edit, depending on your needs:

FileDo I need to change it?Description
/etc/fstab YES - required Mount points for all filesystems to be used at boot time. This file must reflect your disk partition setup. We'll guide you through modifying this file below.
/etc/localtime Maybe - recommended Your timezone, which will default to UTC if not set. This should be a symbolic link to something located under /usr/share/zoneinfo (e.g. /usr/share/zoneinfo/America/Montreal)
/etc/make.conf (symlink) - also known as:
/etc/portage/make.conf
Maybe - recommended Parameters used by gcc (compiler), portage, and make. It's a good idea to set MAKEOPTS. This is covered later in this document. Note that it is normal for this file to be empty in Funtoo Linux, as many settings have been migrated to our enhanced profile system.
/etc/conf.d/hostname Maybe - recommended Used to set system hostname. Set the hostname variable to the fully-qualified (with dots, ie. foo.funtoo.org) name if you have one. Otherwise, set to the local system hostname (without dots, ie. foo). Defaults to localhost if not set.
/etc/hosts No You no longer need to manually set the hostname in this file. This file is automatically generated by /etc/init.d/hostname.
/etc/conf.d/keymaps Optional Keyboard mapping configuration file (for console pseudo-terminals). Set if you have a non-US keyboard. See Funtoo Linux Localization.
/etc/conf.d/hwclock Optional How the time of the battery-backed hardware clock of the system is interpreted (UTC or local time). Linux uses the battery-backed hardware clock to initialize the system clock when the system is booted.
/etc/conf.d/modules Optional Kernel modules to load automatically at system startup. Typically not required. See Additional Kernel Resources for more info.
/etc/conf.d/consolefont Optional Allows you to specify the default console font. To apply this font, enable the consolefont service by running rc-update add consolefont.
profiles Optional Some useful portage settings that may help speed up intial configuration.

Como muitos termos da documentação original em inglês não tem tradução exata, ou sua tradução não se encaixa no contexto, usaremos alguns deles como são.

Vamos seguir em frente e ver o que temos a fazer. Use nano -w <name_of_file> para editar os arquivos -- o argumento "-w" desativa a quebra de palavras, o que ajuda muito ao editar arquivos de configuração. Você pode copiar e colar dos exemplos.

Warning

É importante editar o arquivo /etc/fstab antes de reiniciar! Você deve alterar as colunas "fs" e "type" para que correspondam às configurações das partições que você criou usando gdisk ou fdisk. Pular esse passo pode fazer com que seu Funtoo Linux não inicie corretamente.

/etc/fstab

/etc/fstab é usado pelo comando mount, o qual é rodado quando seu sistema inicia. As linhas nesse arquivo informam mount sobre as partições a serem montadas e como devem ser montadas. Para que o sistema inicie corretamente, você deve editar /etc/fstab e garantir que ele reflete a configuração de partições que você usou antes no processo de instalação. Se você não se lembra da configuração das partições usada anteriormente, o comando lsblk pode te ajudar:

(chroot) # nano -w /etc/fstab
/etc/fstab - An example fstab file
# The root filesystem should have a pass number of either 0 or 1.
# All other filesystems should have a pass number of 0 or greater than 1.
#
# NOTE: If your BOOT partition is ReiserFS, add the notail option to opts.
#
# See the manpage fstab(5) for more information.
#
# <fs>	     <mountpoint>  <type>  <opts>         <dump/pass>

/dev/sda1    /boot         ext2    noauto,noatime 1 2
/dev/sda2    none          swap    sw             0 0
/dev/sda3    /             ext4    noatime        0 1
#/dev/cdrom  /mnt/cdrom    auto    noauto,ro      0 0
Note

No momento, nosso arquivo /etc/fstab padrão tem a partição raiz como sendo /dev/sda4 e a partição swap como /dev/sda3. Esses valores devem ser mudados para /dev/sda3 e /dev/sda2, respectivamente.

Note

Se você está usando UEFI, altere a linha que contenha /dev/sda1 para que ela use vfat ao invés de ext2. Da mesma forma, certifique-se de que a linha contendo /dev/sda3 especifique xfs ou ext4, dependendo do formato de partição que você escolheu anteriormente no processo de instalação, quando foram criados os sistemas de arquivos.

/etc/localtime

/etc/localtime é usado para especificar a timezone onde sua máquina está, e tem como padrão UTC. Se você que que seu Funtoo Linux use o horário local, você deve substituir /etc/localtime com um link simbólico para a timezone que gostaria de usar.

(chroot) # ln -sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime

O comando acima define a timezone para o horário de São Paulo (também o horário de Brasília). Digite ls /usr/share/zoneinfo para listar as timezones disponíveis. Também há sub-pastas contendo timezones descritas por localização.

/etc/portage/make.conf

MAKEOPTS pode ser usado para definir quantas compilações em paralelo devem ocorrer quando se compila um pacote, o que pode acelerar significativamente a compilação. O valor padrão é o número de CPU's (ou threads de CPU) em seu sistema mais um. Se, por exemplo, você tem um processador dual core sem hyper-threading, então você deve definir MAKEOPTS para 3:

MAKEOPTS="-j3" 

Se você não tem certeza de quantos processadores/threads tem, então use nproc para ajudar.

(chroot) # nproc
16

Defina MAKEOPTS para esse número mais um:

MAKEOPTS="-j17"

USE flags definem quais funcionalidades são habilitadas quando pacotes são compilados. Não é recomendado adicionar muitas USE flags durante a instalação; você deve esperar até ter seu sistema bootável e funcionando para alterar as USE flags. Uma USE flag prefixada com um sinal de menos ("-") diz ao Portage para não usar esta flag durante a compilação. Um guia de como usar USE flags no Funtoo estará disponível futuramente. Por agora, você pode encontrar maiores informações sobre USE flags no Gentoo Handbook.

LINGUAS diz ao Portage para qual idioma o sistema e algumas aplicações (OpenOffice por exemplo) devem ser compilados. Não é necessário definir essa flag se você vai usar seu Funtoo em inglês. Para usar o Funtoo em português brasileiro, defina a flag LINGUAS apropriadamente:

LINGUAS="pt_BR"

/etc/conf.d/hwclock

Se você vai fazer dual-boot com Windows, você deve editar este arquivo e mudar o valor clock de UTC para local, porque o Windows vai definir seu relógio do hardware para a hora local toda vez que você iniciar pelo Windows. Caso contrário você normalmente não precisa editar esse arquivo.

(chroot) # nano -w /etc/conf.d/hwclock

Localização

Por padrão, o Funtoo Linux é configurado com Unicode (UTF-8) ativado, para o formato regional e teclado. Se você quer configurar seu sistema para usar layout de teclado ou formatos regionais diferentes do formato inglês, veja Funtoo Linux Localization.

Apresentando o Portage

Portage, o gerenciador de pacotes do Funtoo Linux tem um comando chamado emerge que é usado para compilar e instalar pacotes a partir do código-fonte. Ele também trata de instalar todas as dependências dos pacotes. Você pode chamar o emerge assim:

(chroot) # emerge packagename

Quando vc instala um pacote especificando seu nome na linha de comando, o Portage registra seu nome no arquivo /var/lib/portage/world. Ele faz isso assumindo que, desde que você tenha instalado um pacote pelo seu nome, você quer que ele seja parte do sistema e que este pacote seja atualizado no futuro. Esta é uma funcionalidade bastante útil, já que quando pacotes são adicionados ao arquivo world, podemos atualizar todo nosso sistema digitando:

(chroot) # emerge --sync
(chroot) # emerge -auDN @world

Este é o método "official" de atualizar seu Funtoo Linux. Acima, nós primeiro atualizamos nossa árvore do Portage usando git para puxar os ebuilds (scripts) atualizados, e então rodamos o comando do emerge para atualizar o conjunto de pacotes do world. As opções especificadas dizem ao emerge para:

  • a - mostra o que será emerged (atualizado ou instalado), e pergunta (ask) se desejamos continuar
  • u - atualiza (update) os pacotes que especificamos -- não altera esses pacotes se já foram instalados/atualizados.
  • D - Considera toda a árvore de dependências dos pacotes ao buscar por atualizações. em outras palavras, faz uma atualização profunda (deep).
  • N - Atualiza todos os pacotes que tiveram suas flags USE alteradas (novos).

Você deve também considerar usar o parâmetro --with-bdeps=y ao fazer um emerge no @world, de tempos em tempos. Isso irá atualizar as dependências de compilação junto dos pacotes em world.

Claro, ás vezes queremos instalar um pacote mas não adicioná-lo ao world. Isso acontece quando você deseja o pacote instalado apenas temporariamente ou quando o pacote em questão é uma dependência de um outro. Se você quer realizar esse procedimento, chame o emerge assim:

(chroot) # emerge -1 packagename

Usuários avançados podem estar interessados na wiki do Emerge.

Atualizando o World

Agora sim é uma ótima hora para atualizar todo o sistema e pode ser uma boa idéia fazer isso logo no primeiro boot.

(chroot) # emerge --sync
(chroot) # emerge -auDN @world
Important

Certifique-se de ter lido toda e qualquer mensagem do emerge após um procedimento e seguir suas instruções. Especialmente se você atualizou o perl ou o python.

Kernel

A partir da metade de maio de 2015, o stage3 do Funtoo Linux passou a incluir o kernel debian-sources (kernel padrão do Debian) pré-compilado para tornar a instalação mais fácil e rápida. Para verificar se o debian-sources está instalado, digite:

(chroot) # emerge -s debian-sources
Searching...    
[ Results for search key : debian-sources ]
[ Applications found : 1 ]

*  sys-kernel/debian-sources
      Latest version available: 3.19.3
      Latest version installed: 3.19.3
      Size of files: 81,292 kB
      Homepage:      http://www.debian.org
      Description:   Debian Sources (and optional binary kernel)
      License:       GPL-2

Se uma versão está listada sob Latest version installed, então debian-sources já está pré-compilado e você pode pular o resto da seção Kernel, e seguir para a seção Instalando um Bootloader.

Compilando o Kernel

Se você precisa compilar um kernel para seu Funtoo Linux, siga esses passos:

Note

Veja Funtoo Linux Kernels para uma lista completa de Kernels suportados no Funtoo Linux. Recomendamos debian-sources para novos usuários.

Important

debian-sources com a USE flag binary requer ao menos 14GB de espaço livre em /var/tmp e leva em torno de 1 hora para compilar em um Intel Core i7.

Vamos dar um emerge no kernel:

(chroot) # emerge debian-sources

Uma vez o emerge concluído, você terá um novo kernel e initramfs instalado em /boot, e mais os cabeçalhos do kernel instalados em /usr/src/linux, e você estará pronto para configurar o carregador de inicialização para iniciar seu Funtoo Linux.

Warning

Se você usa RAID na sua máquina, a instalação do kernel irá incluir a ferramenta mdadm como dependência. É importante editar o arquivo /etc/mdadm.conf antes de reiniciar a máquina, assim o RAID é reconhecido corretamente e configurado antes do kernel tentar montá-lo. Um erro nesse processo pode resultar em um sistema inutilizável! Para detalhes específicos, consulte o manual do mdadm digitando man mdadm ou em mdadm mdadm ebuild page.

Note

Para usuários de placas da NVIDIA: a USE flag binary instala os drivers Nouveau, os quais não podem ser carregados jutamente dos drivers proprietários, e também não podem ser descarregados após a inicialização do sistema por causa do KMS. Você deve bloqueá-lo em /etc/modprobe.d/.

Note

Para uma visão geral de outras opções do kernel para o Funtoo Linux, veja Funtoo Linux Kernels. Podem haver módulos que não estão inclusos no kernel do Debian, uma situação onde genkernel pode ser útil. Certifique-se de ler também informações sobre compatibilidade em hardware compatibility.

Instalando um Bootloader

As instruções seguintes mostram como usar o GRUB para iniciar usando BIOS (modo antigo) ou UEFI (modo novo). Assim como com o pacote boot-update-1.7.2, agora no Portage, os passos são muito parecidos.

Primeiro, instale boot-update. Isso fará com que os pacotes grub-2 and efibootmgr também sejam instalados, já que são dependências:

(chroot) # emerge boot-update

Então, edite o arquivo /etc/boot.conf usando nano e especifique "Funtoo Linux genkernel" como configuração default (padrão) no topo do arquivo, substituindo "Funtoo Linux".

/etc/boot.conf deve estar assim:

/etc/boot.conf
boot {
	generate grub
	default "Funtoo Linux genkernel" 
	timeout 3 
}

"Funtoo Linux" {
	kernel bzImage[-v]
}

"Funtoo Linux genkernel" {
	kernel kernel[-v]
	initrd initramfs[-v]
	params += real_root=auto 
} 

"Funtoo Linux better-initramfs" {
	kernel vmlinuz[-v]
	initrd /initramfs.cpio.gz
}

Se você está dando boot em um kernel customizado ou diferente do padrão, leia man boot.conf para informações sobre as várias opções disponíveis.

MBR no modo antigo (BIOS)

Ao usar o "modo antigo" de boot pela BIOS, rode os seguintes comandos para instalar o GRUB na MBR, e gerar o arquivo /boot/grub/grub.cfg que será usado pelo GRUB para o boot:

(chroot) # grub-install --target=i386-pc --no-floppy /dev/sda
(chroot) # boot-update

Modo Novo por Entrada de Boot (UEFI)

Se você está usando o "modo novo" de boot via UEFI, rode os seguintes comandos, atentando para o tipo de arquitetura usada na instalação, se 64-bit ou 32-bit. Isso irá adicionar o GRUB como uma entrada de boot no UEFI.

Para sistemas x86-64bit:

(chroot) # grub-install --target=x86_64-efi --efi-directory=/boot --bootloader-id="Funtoo Linux [GRUB]" --recheck /dev/sda
(chroot) # boot-update

Para sistemas x86-32bit:

(chroot) # grub-install --target=i386-efi --efi-directory=/boot --bootloader-id="Funtoo Linux [GRUB]" --recheck /dev/sda
(chroot) # boot-update

Primeiro boot, e mais além...

OK -- você está pronto para o boot!

Você apenas precisa rodar grub-install na primeira instalação do Funtoo Linux, mas é necessário rodar boot-update novamente a cada vez que você modificar seu arquivo /etc/boot.conf ou adicionar novos kernels no seu sistema. Isso irá regenerar /boot/grub/grub.cfg, assim você terá seus novos kernels disponíveis no menu de boot do GRUB na próxima vez que reiniciar.

Configurando sua rede

É importante garantir que haja conexão com a rede após reiniciar seu Funtoo Linux. Há três opções disponíveis para configurar sua rede: NetworkManager, dhcpcd, e os scripts Funtoo Linux Networking. Veja a seguir como escolher um para uso baseado no tipo de rede que você quer configurar.

Wi-Fi

Para notebooks/sistemas móveis onde se usará Wi-Fi, roaming, e conexões com várias redes, NetworkManager é fortemente recomendado. Como placas de Wi-Fi requerem uma firmware para seu funcionamento, também é recomendado que você instale linux-firmware:

(chroot) # emerge linux-firmware networkmanager
(chroot) # rc-update add NetworkManager default

O comando acima irá garantir que o NetworkManager inicie após reiniciar o Funtoo Linux. Uma vez que você tenha completado esses passos e tenha dado boot no Funtoo Linux com sucesso, você pode usar o comando addwifi para conectar a um ponto de acesso Wi-Fi:

# addwifi -S wpa -K 'wifipassword' mywifinetwork

Para mais informações sobre o NetworkManager, veja a página do pacote.

Note

wpa_supplicant também é uma boa escolha para conexões sem fio. Veja a página do pacote Package:WPA Supplicant para os passos a se seguir para sua configuração.

Desktop (Conexão cabeada com DHCP)

Para uma máquina de uso doméstico ou estação de trabalho com conexão cabeada e usando DHCP, a opção mais simples e efetiva é, simplesmente, adicionar dhcpcd para o runlevel padrão:

(chroot) # rc-update add dhcpcd default

Quando você reiniciar, dhcpcd irá rodar em segundo plano e gerenciar todas as interfaces de rede, e usar DHCP para conseguir endereços de rede de um servidor DHCP.

Se seu servidor DHCP for o dnsmasq, ele pode ser configurado para atribuir endereços via mac address e tornar servidores DHCP factíveis.

Servidor (IP estático)

Para servidores, os scripts Funtoo Linux Networking são recomendados. Eles são otimizados para configurações estáticas e outras coisas, como pontes de conexões para virtualização. Veja Funtoo Linux Networking para informações de como usar o sistema de configurações baseado em templates do Funtoo Linux.

Hostname

Por padrão o Funtoo usa "localhost" como hostname. Apesar de o sistema funcionar perfeitamente usando esse nome, alguns ebuilds recusam a instalar quando detectam "localhost" como hostname. Isso também pode criar confusão se alguns sistemas usam o mesmo hostname, principalmente se estiverem na mesma rede local. Portanto, é altamente recomendável alterá-lo para um nome distinto. O hostname em si é arbitrário, o que significa que você pode escolher praticamente qualquer combinação de caracteres, desde que isso faça sentido para o administrador do sistema. Para mudar o hostname, edite

(chroot) # nano /etc/conf.d/hostname
Procure pela linha começando com o hostname e altere o valor entre aspas. Salve o arquivo, assim na próxima inicialização seu Funtoo irá usar o novo hostname.

Warning

Não use caracteres especiais no hostname pois o shell pode interpretá-los, levando a resultados imprevisíveis. Use o alfabeto latino: a-z, A-Z, 0-9

Tip

Use hostnames curtos (entre 8 ou 10 caracteres) para evitar que a tela do terminal seja preenchida pelo hostname, deixando pouco espaço para os comandos em si. Isso se torna algo particularmente irritante ao escrever linhas de comando extensas, como ocorre em Bash, Python, SQL e Perl

Últimos Passos

Definir a senha de root

É indispensável definir sua senha de root antes de reiniciar para que seja possível logar no sistema.

(chroot) # passwd

Reinicie seu sistema

Agora é hora de sair do chroot, desmontar as partições do Funtoo Linux e reiniciar seu computador. Ao reiniciar, o carregador de boot do GRUB irá iniciar, carregar o kernel e initramfs, e seu sistema iniciará o boot.

Saia do chroot, mude o diretório para /mnt, desmonte as partições do Funtoo, e reinicie.

(chroot) # exit
# cd /mnt
# umount -lR funtoo
# reboot
Note

System Rescue CD irá graciosamente desmontar as partições do Funtoo como parte da sequência normal de desligamento.

Agora você deve ver uma nova tela ao iniciar, o carregador de boot do GRUB aparecerá por alguns segundos, e então você verá o carregamento do kernel e initramfs. Após isso, você deverá ver o Funtoo Linux em si iniciando, e será recepcionado com um prompt de login:. Funtoo Linux foi instalado com sucesso!

Perfis

Uma vez reiniciado seu Funtoo Linux, você pode customizar ainda mais seu sistema de acordo com suas necessidades usando os perfis. Uma introdução rápida aos perfis está incluída abaixo -- consulte a página Funtoo Profiles para informações mais detalhadas. Há cinco tipos básicos de perfis: arch, build, subarch, flavors e mix-ins:

Tipo de subperfilDescrição
archTipicamente x86-32bit ou x86-64bit, ele define o tipo de processador e suporte para seu sistema. Ele é definido quando seu stage é compilado e não deve ser alterado.
buildDefine se seu sistema é uma compilação current, stable or experimental. Sistemas current terão mais pacotes desmascarados (unmasked) que sistemas stable. Isso é definido quando seu stage é compilado e normalmente não é alterado.
subarchDefine otimizações de CPU para seu sistema. A subarquitetura é definida durante a compilação do stage3, mas pode ser alterada mais tarde para melhores configurações se necessário. Certifique-se de pegar uma configuração compatível com seu processador.
flavorDefine o tipo geral do sistema, como por exemplo server ou desktop, e irá definir por padrão as USE flags apropriadas para suas necessidades.
mix-insDefine várias configurações opcionais que você pode querer habilitar.

Uma arch, build e flavor devem ser definidas para cada sistema Funtoo Linux, enquanto mix-ins são opcionais e você pode habilitar mais de uma se desejar. Frequentemente, flavors e mix-ins herdam configurações de outros sub-perfis. Use epro show para ver suas configurações atuais de perfil, e também para qualquer informação sobre herança:

(chroot) #  epro show

=== Enabled Profiles: ===

        arch:  x86-64bit
       build:  current
     subarch:  intel64-haswell
      flavor:  desktop
     mix-ins:  gnome


=== All inherited flavors from desktop flavor: ===

                     workstation (from desktop flavor)
                            core (from workstation flavor)
                         minimal (from core flavor)

=== All inherited mix-ins from desktop flavor: ===

                               X (from workstation flavor)
                           audio (from workstation flavor)
                             dvd (from workstation flavor)
                           media (from workstation flavor)
      mediadevice-audio-consumer (from media mix-in)
                mediadevice-base (from mediadevice-audio-consumer mix-in)
      mediadevice-video-consumer (from media mix-in)
                mediadevice-base (from mediadevice-video-consumer mix-in)
        mediaformat-audio-common (from media mix-in)
          mediaformat-gfx-common (from media mix-in)
        mediaformat-video-common (from media mix-in)
                  console-extras (from workstation flavor)
                           print (from desktop flavor)

Aqui estão alguns exemplos básicos de uso do comando epro:

DescriçãoComando
Visualiza perfis disponíveis. Perfis ativados serão destacados em azul escuro. Perfis ativados diretamente estarão em negrito e terão um * anexado.
(chroot) # epro list
Altera o flavor do sistema.
(chroot) # epro flavor desktop
Adiciona um mix-in.
(chroot) # epro mix-in +gnome

Próximos Passos

Se você é novo no Funtoo Linux ou Gentoo Linux, dê uma olhada em Funtoo Linux First Steps, que irá te ajudar a se familiarizar com seu novo sistema. Também temos uma categoria para nossa documentação oficial, que inclui toda a documentação oficialmente mantida por nós para a instalação e operação do Funtoo Linux.

Também temos algumas páginas dedicadas à configuração de seu sistema. Veja First Steps para uma lista dessas páginas.

Se seu sistema não iniciou corretamente, veja Installation Troubleshooting para os passos que você pode seguir para resolver seu problema.